Uma imagem cristalizada de um Egito bíblico

No modelo antigo de interpretação da história, nota-se a grande influência das culturas africanas e asiáticas, principalmente a egípcia e a fenícia, na civilização grega. No entanto, como resultado de uma reinterpretação racista da história, o modelo antigo é substituído pelo modelo ariano. (…) Nesta, no seu entender, há «negação sistemática» de qualquer influência africana ou asiática na civilização grega[91].

Diante do exposto, o retorno ao Egito é uma tarefa de descolonização, para afirmar uma filosofia negra africana, que sofrera ao longo dos séculos a mistificação de filósofos e egiptólogos europeus, como nos lembra Aimé Césaire. Leia mais… »