O Egito, tradicionalmente, enquanto unidade, foi dividido em quatro fases

Para Cheikh Anta Diop (2014) e Nah Dove (2002; 2017), o Egito era marcado por uma origem matriarcal ou maternocentralizada que se reproduzia na composição familiar e estatal das sociedades africanas. Cabe lembrar, em Tebas, “A mãe das cidades”, havia um núcleo de sacerdotisas conhecidas como Adoradoras Divinas de Amon. O culto à mulher era tão forte, que o respeito e a dedicação à mulher estavam presentes nos ensinamentos de Ptah-hotep: “alegra o seu coração enquanto viveres, ela é um campo fértil para seu senhor”[35]. Lembrando que “no berço civilizatório ‘meridional’, a mulher goza de uma posição de destaque na comunidade, sendo ela emancipada da vida doméstica”. Leia mais… »

Filosofia, ética e política de origem africana egípcia

Esse texto procura desmistificar a imagem acerca do Egito Antigo constituída a partir de um racismo epistemológico por filósofos e egiptólogos europeus. Faremos uma releitura de autores antigos e contemporâneos a fim de demonstrar que o Egito africano sofrera um epistemicídio, tendo suas produções filosóficas, políticas e éticas, obliteradas por uma mentalidade racista que negava qualquer tipo de produção intelectual do povo negro africano. Leia mais… »