O Egito, tradicionalmente, enquanto unidade, foi dividido em quatro fases

Para Cheikh Anta Diop (2014) e Nah Dove (2002; 2017), o Egito era marcado por uma origem matriarcal ou maternocentralizada que se reproduzia na composição familiar e estatal das sociedades africanas. Cabe lembrar, em Tebas, “A mãe das cidades”, havia um núcleo de sacerdotisas conhecidas como Adoradoras Divinas de Amon. O culto à mulher era tão forte, que o respeito e a dedicação à mulher estavam presentes nos ensinamentos de Ptah-hotep: “alegra o seu coração enquanto viveres, ela é um campo fértil para seu senhor”[35]. Lembrando que “no berço civilizatório ‘meridional’, a mulher goza de uma posição de destaque na comunidade, sendo ela emancipada da vida doméstica”. Leia mais… »

As principais temáticas tratadas por Cheikh Anta Diop

A criação, por Cheikh Anta Diop, do Laboratório de datação para o radiocarbono que ele dirigiu até seu desaparecimento, é significativa
de toda a importância que ele dava ao “enraizamento das Ciências na África”. Leia mais… »

Cheikh Anta Diop

Cheikh Anta Diop prosseguiu suas pesquisas em pré-história (a origem do homem e suas migrações) em egiptologia, em linguística africana, em antropologia, sobre a contribuição da África para a civilização. No âmbito da UNESCO, então dirigida por Ahmadou Mahtar M’ Bow, ele contribui de maneira decisiva para a redação da História Geral da África com inúmeros outros eminentes historiadores africanos a exemplo de Théophile Obenga, Sékéné Mody Cissoko, Djibril Tamsir Niane, Joseph Ki Zerbo, etc. É neste quadro, em particular, e atendendo ao pedido de Cheikh Anta Diop que a UNESCO organizou, em 1974, no Cairo, um colóquio consagrado ao antigo Egito. Leia mais… »

Por que Kemet é tão importante para a espiritualidade da diáspora africana?

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A ORIGEM AFRICANA DA CIVILIZAÇÃO – Mito ou Realidade

Em várias ocasiões, Heródoto insiste no caractere Negro dos Egípcios e até mesmo usa isto para demonstrações indiretas. Por exemplo, para provar que as inundações do Nilo não podem ser causadas por neve derretida, ele cita, entre outras razões que ele considera válidas, a seguinte observação:
“É certo que os nativos do país são negros com o calor… Leia mais… »

A unidade cultural da África negra: esferas do patriarcado e do matriarcado na antiguidade clássica

Cheikh Anta Diop apresenta assim uma das teses centrais que suportou a ideia de uma Unidade Africana, de âmbito político, e que esteve na base do sonho pan-africano de uma União Africana.
É considerado um dos mais influentes e originais pensadores africanos do século XX e esta é uma das suas obras fundamentais. Leia mais… »

Kemet um marco na história da civilização humana

Os grandes feitos de Kemet foram legitimamente desenvolvidos por seres humanos, não por alienígenas ou atlantes. Há uma tentativa de Gnósticos e esotéricos de desafricanizar o Kemet por racismo ou por não caber em suas “cabeças evoluídas” que o povo africano é capaz de desenvolver uma civilização avançada. Leia mais… »

O nome Kemet e o esforço para embranquecer o Egito Antigo

Para os gregos e romanos antigos, o “Egito” era um país africano, e seus artistas retratavam os “egípcios” como africanos, com pele negra e cabelos encaracolados. Os Keméticos também se viam como negros, nos quadros do Vale dos Reis, documento encontrado na expedição de Napoleão veio ratificar os testemunhos oculares de historiadores, geógrafos e filósofos gregos da antiguidade, Leia mais… »