O que é Yoga Kemética?

O Yoga Kemética (Sema Tawi ) é a prática de disciplinas mentais, físicas e espirituais que levam ao autocontrole e à autodescoberta purificando a mente, o corpo e o espírito. De modo a descobrir a essência espiritual mais profunda que está dentro de cada ser humano. Em essência, o objetivo da prática do Sema Tawi é unir ou conectar a consciência individual com a consciência Universal ou Cósmica. Portanto, a prática do Yoga Kemética  deve ser considerada uma filosofia de autoconhecimento. Leia mais… »

Uma imagem cristalizada de um Egito bíblico

No modelo antigo de interpretação da história, nota-se a grande influência das culturas africanas e asiáticas, principalmente a egípcia e a fenícia, na civilização grega. No entanto, como resultado de uma reinterpretação racista da história, o modelo antigo é substituído pelo modelo ariano. (…) Nesta, no seu entender, há «negação sistemática» de qualquer influência africana ou asiática na civilização grega[91].

Diante do exposto, o retorno ao Egito é uma tarefa de descolonização, para afirmar uma filosofia negra africana, que sofrera ao longo dos séculos a mistificação de filósofos e egiptólogos europeus, como nos lembra Aimé Césaire. Leia mais… »

O Egito fora dividido em dois reinos (sul e norte)

A extensão do Kemet era tão considerável, que havia, pelo menos, 38 spat, ou seja, nomos, que são como regiões administrativas ou distritos, onde havia uma capital e um templo religioso próprio, sendo regidos por um nomarca, uma espécie de governador ou administrador, que, mesmo estando numa escala abaixo do faraó, havia períodos em que possuíam uma maior capacidade autônoma de decisão. Sendo que, “a forma como se apresentam a divisão e organização do território egípcio reforça a tese do caráter local de poder baseado nas comunidades aldeãs egípcias anteriores a unificação do Estado, sendo este, provavelmente, resultante de conflitos” Leia mais… »

O Egito, tradicionalmente, enquanto unidade, foi dividido em quatro fases

Para Cheikh Anta Diop (2014) e Nah Dove (2002; 2017), o Egito era marcado por uma origem matriarcal ou maternocentralizada que se reproduzia na composição familiar e estatal das sociedades africanas. Cabe lembrar, em Tebas, “A mãe das cidades”, havia um núcleo de sacerdotisas conhecidas como Adoradoras Divinas de Amon. O culto à mulher era tão forte, que o respeito e a dedicação à mulher estavam presentes nos ensinamentos de Ptah-hotep: “alegra o seu coração enquanto viveres, ela é um campo fértil para seu senhor”[35]. Lembrando que “no berço civilizatório ‘meridional’, a mulher goza de uma posição de destaque na comunidade, sendo ela emancipada da vida doméstica”. Leia mais… »

Filosofia, ética e política de origem africana egípcia

Esse texto procura desmistificar a imagem acerca do Egito Antigo constituída a partir de um racismo epistemológico por filósofos e egiptólogos europeus. Faremos uma releitura de autores antigos e contemporâneos a fim de demonstrar que o Egito africano sofrera um epistemicídio, tendo suas produções filosóficas, políticas e éticas, obliteradas por uma mentalidade racista que negava qualquer tipo de produção intelectual do povo negro africano. Leia mais… »

Filosofia Kemética

No antigo modelo egípcio, os filósofos não são apenas analistas críticos, mentes eruditas capazes de ler textos antigos. Eles também devem estar preparados para pedir conselhos e procurar os caminhos certos. Além disso, eles devem superar seu próprio desempenho conduzindo a investigação de causas subjacentes à realidade sempre de maneira detalhada e precisa. Mas além disso, o filósofo deve buscar a sabedoria, isto é, o que é verdadeiro, correto e útil para a comunidade. Leia mais… »